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Arte e Cultura

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Cidades Criativas: projeto Espaço Sideral interage com as intervenções
urbanas na terceira edição
Oficinas, debate, masterclass e pocket show Negro Leo e Felipe Neiva
fazem parte do cardápio de setembro


Para quem deseja saber como a tecnologia pode mudar o dia a dia de pessoas agirem e se situarem como cidadãos, esta é uma boa oportunidade. Através de intervenções urbanas (que vai desde harpa de luz e conteúdo digital até instalação de provedores de internet comunitários), a ocupação multimídia Espaço Sideral, que une arte, cultura independente e tecnologias, volta ao Centro Cultural Banco do Brasil nos dias 14 e 15 de setembro. Para esta terceira edição o tema será Cidades Criativas. Os debates, as oficinas, a masterclass e o pocket show com Negro Léo e Felipe Neiva acontecerão na sala 26, no 4º andar. A entrada é gratuita, com senhas disponibilizadas uma hora antes dos eventos.

Segundo o curador Victor Belart, em setembro teremos uma reflexão sobre a tecnologia na vida das grandes cidades exemplificando de que forma as iniciativas autônomas podem criar um ambiente urbano mais democrático e criativo. “As atividades são focadas na perspectiva da intervenção em espaços coletivos das cidades, seja através do mapping, da música de rua ou do empoderamento digital nas periferias”, completa.

No dia 14, as oficinas terão como base como se utilizar a iluminação em diferentes vertentes com leds e a criação de harpas de luz utilizando programas de computador, com Isis Passos, Bruno Queiroz e o artista plástico Caio Chacal. No mesmo dia, haverá debate sobre Intervenções Urbanas Criativas com Marlus Araújo, do projeto Bicicletorama (um jogo de corrida que usa a dualidade entre virtual e real, móvel e estático mostrando o conflito existente nas entre bicicletas e automóveis), e Bruno Freitas, da Coolab (laboratório cooperativo de redes livres), que irão falar sobre a transformação cultural a partir da instalação de provedores de internet comunitários dentro das periferias.

Para o dia 15 o Espaço Sideral traz a Masterclass com Carlos Oliveira da empresa SuperUber, que entre os trabalhos estão conteúdo digital para o Frost Science Museum, em Miami, e projeções na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016, entre outros. O evento termina com o pocket show com os músicos Negro Léo e Felipe Neiva, com direito a um vídeomapping ao vivo durante a apresentação produzido por Alberto Harres e Carlos Oliveira.


Pogramação SETEMBRO

Tema : CIDADES CRIATIVAS
14/09 (quinta-feira)


13h-14:30h: OFICINA 1 – Controlando Leds utilizando Ableton Live e Arduino – com Isis Passos e Bruno Queiroz

16h-17:30h: OFICINA 2 – Criando uma Harpa de Luz utilizando Scratch e Arduino – com Caio Chacal


18:30h: Debate Intervenções Urbanas Criativas – com Marlus Araújo (Bicicletorama) e Bruno Freitas (CooLab) conversam sobre cidades interativas e transformação cultural a partir da instalação de provedores de internet comunitários nas periferias.

15/09 (sexta-feira)

17:30h: Masterclass VideoMapping e democracia disruptiva - Masterclass com Carlos Oliveira (SuperUber) sobre as diferentes aplicações do mapping como recurso para intervenções artísticas e culturais nas cidades.

19:30: Pocket Show: Negro Leo + Felipe Neiva com Videomapping ao vivo com Alberto Harres e Carlos Oliveira.


Para OUTUBRO:

Tema: EMPODERAMENTO DIGITAL

12/10 (quinta-feira)


13h-14:30h: OFICINA 1 – Mapeamento e Visualização de dados – com Igor Abreu


16h-17:30h: OFICINA 2 – Empreendedorismo Digital – com Isis Py Ladies


18:30h-20:30h - Debate: Mapeamento de Dados e Transformação Cultural – Sil Bahia (OLABI/Afroflix) e Clara Sacco (Data Labe Maré) conversam sobre a importância de iniciativas de inclusão sociocultural e o reconhecimento de territórios por meio da visualização de dados.

13/10 (sexta-feira)


17:30h: Master Class Faça sua própria turnê - Masterclass com Vitor Brauer e Jonathan Tadeu sobre o uso de diferentes dispositivos digitais para viabilizar uma turnê de forma independente, desde a produção musical das faixas até o merchandising, o registro e a difusão do trabalho.


19:30: Pocket Show: Victor Brauer + Jonathan Tadeu + Nathanne Rodrigues.

Sobre o projeto

Desde agosto o projeto Espaço Sideral vem ocupando o quarto andar do CCBB mostrando alternativas reais que usam tecnologia a serviço da cultura. A programação foi pensada para um público da era pós-digital e que é realizada, em boa parte, por eles mesmos, representados por artistas e profissionais autônomos, que lidam com a modernidade do seu tempo - não por acaso, a premissa do projeto é Tecnologia e Autonomia. Ainda teremos a quarta edição com o tema Empoderamento Digital (dias 12 e 13 de outubro). “Discutir sobre o pós-digital é uma demanda contemporânea nesse tempo em que a intersecção do digital com o real requer novos posicionamentos da sociedade. O projeto Espaço Sideral propõe reflexões sobre as possibilidades oferecidas pela tecnologia no que diz respeito à empreendedorismo, produção e distribuição de conteúdo culturais", avalia Fábio Cunha, Gerente Geral do CCBB Rio.

(Em tempo: A era pós-digital explica-se pela presença da tecnologia digital hoje ser tão ampla e onipresente que, na maior parte do tempo, nem notamos que ela está lá, atualmente não há diferença entre mundo digital e mundo real, entre on e offline. Está tudo junto.)

A ideia do Espaço Sideral foi nascendo à medida que seus integrantes produziam seus projetos, em vários coletivos e movimentos que atuam nas diferentes zonas da cidade do Rio de Janeiro e que têm como premissa a ocupação de espaços públicos, no melhor estilo “faça você mesmo”. ”Quermesse”, “Faz na Praça”, “Viaduto Laranjeiras”, “Festival Intersessão”, “Rádio Libertá” e “Subsolo” são alguns dos movimentos que foram referência para o Espaço Sideral. O norte utilizado pela equipe foram as artes visuais, as novas sonoridades e experimentações da música independente e o creative coding.


“Pela primeira vez, vários desses produtores e artistas estão atuando dentro de um espaço cultural institucional, entendendo o ambiente do CCBB como espaço público e democrático que também deve ser ocupado e ressignificado”, diz Victor Belart, coordenador de comunicação.

“Desejamos mostrar, de forma prática e lúdica, que a criação e a difusão de serviços e produtos culturais e artísticos se tornam acessíveis na sociedade da informação que vivemos hoje, não sendo necessários investimentos de alto custo, mas criatividade, conectividade em redes, acesso ao conhecimento e empoderamento digital”, finaliza a coordenadora do projeto Gisele Andrade, da produtora Iluminura Ideias e Ideais.


Serviço:
Projeto Espaço Sideral
Local: Centro Cultural Banco do Brasil
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 - Centro - 20010-000 / Rio de Janeiro (RJ)

(21) 3808-2007 | ccbbrio@bb.com.br
Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.
Datas: de 13 de julho a 13 de outubro (quintas e sextas)
Terceira edição – Cidades Criativas: 14 e 15 de setembro
Horário do show dia 15: 19:30
Horários: consultar programação
Entrada Gratuita, senhas distribuídas 1 hora antes
Lotações: 90 lugares (sala 26)
Horários da Bilheteria: Das 9h às 21h. (tel.: 3808-2052)
Classificação: 12 anos
Acesso para pessoas com deficiência: Sim
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: CCBB
Programação completa: http://www.bb.com.br/portalbb

INFORMAÇÕES AO PÚBLICO
SITE: www.bb.com.br

Twitter: twitter.com/CCBB_RJ

Facebook: www.facebook.com/CCBB.RJ

Email: ccbbrio@bb.com.br
Site para venda de ingressos: http://www.eventim.com.br

Agenda Cultural RJ - Divulgação Cultural - Colagem de Cartazes e Distribuição de Filipetas. Divulgação de Mídia Online. Gabriele Nery - agendaculturalrj@gmail.com #agendaculturalrj 



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Toz Viana apresenta o “Povo Insônia” nos 25 anos do projeto “Os Amigos da Gravura”

Inspirado na cultura afro-brasileira, artista ocupa a Chácara do Céu com telas, cerâmicas, tecidos, retratos, manequins e tambores


Tomaz Viana - Toz - vive e trabalha no Rio de Janeiro, mas nasceu e cresceu em Salvador da Bahia. Suas origens baianas sempre o influenciaram e com a criação do seu último personagem, Insônia, em 2010, Toz materializou suas raízes em uma criatura mística, entidade das noites perdidas. A partir de então, o Insônia foi ganhando vida, história, atributos, acessórios e uma cultura própria.

Influenciado pelos cantos, danças, ritos e passagens da cultura afro-brasileira, o artista pede licença para apresentar sua mais nova exposição “Povo Insônia”, que ocupará o Museu Chácara do Céu de 14 de setembro a 29 de janeiro de 2018.



A concepção da exposição dialoga com as origens imaginárias desta tribo que faz eco à identidade brasileira e à riqueza de todas as influências culturais dos diversos povos que, ao chegarem ao Brasil, participaram da construção dessa identidade diversa.

Nascido nos muros da cidade, o Insônia sai das paredes para ganhar vida nos mais diferentes suportes. Tecidos, cerâmicas, telas, fotografias, manequins e uma instalação sonora estarão espalhados pelos quatro cantos da Chácara. Nas três salas de exposição temporárias serão

três salas de exposição temporárias serão apresentados trabalhos exclusivos sobre tecidos, telas, fotografias e objetos. Na sala de jantar e na biblioteca, manequins pintados e vestidos, sentados e em pé, saudarão os visitantes. No jardim, os visitantes poderão participar de uma grande instalação sonora. “A exposição é um convite para as pessoas se desconectarem e entrarem num mundo paralelo, fictício, cheio de laços invisíveis, acasos e sonhos”, comenta o artista.

A programação faz parte dos 25 anos do projeto Os Amigos da Gravura, cujo objetivo é convidar um artista para produzir gravuras ou múltiplos exclusivos com tiragem limitada. Toz criou 60 estátuas de porcelana do Insônia, todas pintadas a mão, com 30cm de altura. Algumas estarão à venda a partir do dia 14/09. Ao contrário de um múltiplo tradicional, que é repetido a partir de um modelo, cada exemplar será exclusivo por ser pintado individualmente.

Retomado pelos Museus Castro Maya em 1992, o projeto Os Amigos da Gravura se consolidou, enriqueceu sua programação cultural e possibilitou a incorporação da arte brasileira contemporânea às coleções deixadas por seu idealizador, o industrial e empresário Raymundo Otonni de Castro Maya.

“No ano em que se comemoram os 25 anos desta retomada, optamos por uma edição especial do Projeto, oferecendo todos os espaços da Chácara do Céu para serem preenchidos pelo artista Tomaz Viana, conhecido como Toz, numa alusão ao gesto de Castro Maya de sempre abrir caminho para o novo na arte e incentivar a produção dos jovens artistas”, explica Vera de Alencar, diretora dos Museus Castro Maya.

Um time forte acompanha o artista nesta individual, que ganha assinatura dos Museus Castro Maya e é produzida por Elodie Salmeron, da empresa Valeu Produções Culturais. A trilha sonora será do músico André Sampaio (ex-Ponto de Equilíbrio), que ambientará as salas com cantos, vozes e toques de atabaques.

Curadora dos Museus Castro Maya, Anna Paola Baptista assina o texto de apresentação: “O Insônia nasceu num momento em que Toz perambulava com coração desassossegado pelo cenário urbano noturno. No âmbito da obra do pintor, percebe-se no “Povo Insônia” um caminho distinto do enfrentado com os personagens anteriores. O artista, que veio da rua para a galeria de arte e desta para o museu, realiza um percurso que propõe a discussão de um universo mais abrangente, calcado nas questões da identidade nacional”.

Nos jardins da Chácara do Céu, o público ainda encontrará instrumentos criados especialmente para a mostra. Tambores de caixa d’água e gangorras que reproduzem o barulho da chuva poderão ser tocados pelos visitantes.

Serviço
Os Amigos da Gravura – Povo Insônia
Abertura: 14 de setembro (5ª feira), das 17h às 20h
Visitação: 15 de setembro de 2017 a 29 de janeiro de 2018.
Local: Museu Chácara do Céu – Rua Murtinho Nobre, 93, Santa Teresa. Tel: (21) 3970-1093
Horário: Diariamente, das 12h às 17h. Exceto às terças-feiras
Ingressos: R$ 6,00 – gratuito às quartas-feiras
Classificação indicativa: Livre

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Exposição 'Faces', do fotógrafo Alvaro Villela,  revela almas de quilombolas da Bahia

abertura 31 de agosto no Espaço Furnas Cultural



Depois de ser apresentada no Museu de Arte da Bahia, em 2015, e com 15 expressivos e reveladores retratos de habitantes de comunidades quilombolas de Barra e Bananal, na Chapada Diamantina, além de uma carta de alforria que data do século 19, será aberta na quinta-feira, 31 de agosto, no Espaço Furnas Cultural, em Botafogo, a exposição Faces, do fotógrafo baiano Alvaro Villela.

Apresentada também no PhotoEspaña, em 2011, como parte de uma coletiva itinerante de fotógrafos latino-americanos,  Faces  é uma imersão sinestésica na vida e no habitat de um grupo de descendentes de escravos fugitivos de um navio negreiro naufragado na costa sul da Bahia, no século 17. Isso porque, além das  expressões dos retratados, sons ambientes captados nas noites dos quilombolas vão compor a exposição, estética que, juntamente com a disposição da luz, confere-lhe, também, um sentido de instalação.



Independentemente do seu valor artístico, Faces se faz, queira ou não, um grito de alerta diante da grave instabilidade política pela qual passa o Brasil, que dá sinais de retrocesso na aplicação de projetos e ações reparatórias que privilegiavam indígenas e descendentes de escravos, por exemplo. Sintomaticamente, há poucas semanas, na Chapada Diamantina, foram assassinados seis moradores de comunidades quilombolas, crime que entrou apenas nas estatísticas.

Assim, em tempos nos quais importantes temáticas envolvendo a questão do povo negro no Brasil ganharam os holofotes, como foi o caso da celebração ao escritor carioca Lima Barreto, homenageado recentemente na Flip, em Faces, questões artísticas à parte, vai estar exposto um lado da tragédia, com toda a complexidade que a cerca.

Fotógrafo etnográfico, como comprova o seu projeto desenvolvido junto aos índios pankararé, do Raso da Catarina, no sertão da Bahia, entre outros, ainda que não goste de se sentir aprisionado por rótulos, Alvaro Villela aproximou-se das comunidades quilombolas da Chapada Diamantina em 2007 no intuito de entender e documentar suas tradições culturais e religiosas e verificar se elas ainda preservavam traços ancestrais. 

No entanto, diante da percepção de que tais heranças foram diluídas no interior de certos maneirismos, inclusive com a presença de religiões que não eram de matriz africana, Villela vislumbrou no retrato uma forma de discutir tal distanciamento da cultura ancestral.

Após anos de interação com as comunidades, ele improvisou um estúdio na casa de uma moradora entusiasta do projeto. Apesar da resistência inicial e utilizando-se de um fundo negro e da iluminação gerada por uma tocha, fotografou residentes de todas as idades, os quais acabaram se rendendo ao se verem retratados.

Passados 10 anos desde a primeira incursão de Alvaro Villela nos territórios quilombolas, a exposição, não apenas pela força das suas imagens, como também pelas dificuldades e desafios enfrentados por tais comunidades, apresenta-se como um ato de resistência e de afirmação de certos valores do povo negro, que ainda hoje busca um espaço digno no Brasil.

Apesar de consciente do viés antropológico e sociológico da exposição, Alvaro Villela também destaca em Faces o seu sentido enquanto expressão artística contemporânea, sinestésica, de uma composição que ganha força a partir da percepção de quem elaborou e construiu as imagens juntamente com o desprendimento de quem pousou, de quem invocou através da expressão uma ancestralidade perdida.


Além das 15 fotos em grande formato (80 x 120 cm) e dos sons das noites dos quilombolas, na exposição o público vai se deparar com uma carta de alforria datada do século 19 e devidamente transcrita, que faz parte do acervo dos artistas plásticos Joãozito Pereira e Lanussi Pasquali. A peça, uma verdadeira relíquia, é originária do Recôncavo Baiano, onde havia forte presença de escravos nos séculos passados.
A exposição Faces, vencedora do edital Eletrobras Furnas, Ministério das Minas e Energia e Governo Federal,


A exposição Faces, vencedora do edital Eletrobras Furnas, Ministério das Minas e Energia e Governo Federal, vai ocupar o Espaço Furnas Cultural no mês de setembro. No mesmo período, alunos de escolas públicas do Rio de Janeiro vão participar de visitas guiadas com o artista.



Faces – Exposição fotográfica de Alvaro Villela

Quando: Abertura 31 de agosto de 2017, às 19h

Onde – Espaço Furnas Cultural – Rua Real Grandeza, 219, Botafogo – Rio de Janeiro

Visitação: Terça à sexta, das 14h às 18h, e sábado, domingo e feriado, das 14h às 19h. Não há necessidade de ingresso para exposições.


A trajetória de Alvaro Villela

Nascido em Salvador, em 1960, Alvaro Villela tem uma trajetória sempre marcada por uma incessante busca do que se chama de imagem autoral, algo que ele fez explorando territórios ocupados por coisas ou pessoas que o inquietavam e o fascinavam.

Não apenas em Faces, que retrata rostos de habitantes de comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, a sua busca pela “expressão” se notabiliza em dois livros fotográficos de sua autoria: A Natureza do Homem no Raso da Catarina (2006) e Careta, Quem é Você (2014).

O artista Alvaro Villela tem obras expostas em coleções de museus importantes, como a Rayko's Permanent Collection, no Rayko Photo Center, em São Francisco, nos EUA, desde 2011, no Photographer's Network, Siegen, na Alemanha, desde 2009, e no Museu do Homem do Nordeste, no Recife, desde 2008.

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Feira de antiguidades volta à Marina da Glória neste domingo, 27/08

Com 250 expositores, Época de Glória se consolida no calendário de eventos do Rio de Janeiro



Depois do sucesso da primeira edição, com 10 mil visitantes, a feira Época de Glória acontece novamente neste domingo, 27/08, na Marina da Glória. Com entrada gratuita, o evento será das 9h às 20h e terá o dobro de expositores, 250.

A feira reúne no pavilhão da Marina da Glória barracas da Lavradio, Praça XV, antiquários da Siqueira Campos e Cassino Atlântico. Em julho, as grandes atrações foram objetos que não são vistos com tanta facilidade por aí, como um faqueiro de prata do século XIV com 380 peças e itens da cantora Carmem Miranda. Dessa vez, entre os destaques estão uma escultura da pomba da paz, do artista colombiano Fernando Botero, uma obra numerada com apenas 6 unidades em todo o mundo, e outra do século XVIII de marfim com La Pieta e Maria Madalena.

Com a sua segunda edição, a Época de Glória se consolida no calendário oficial de eventos na cidade. Ela vai acontecer uma vez por mês, sempre aos domingos, aproveitando a brecha na agenda dos amantes de antiguidades.

A feira, que já contava com food-trucks, ganhou uma praça de alimentação além dos restaurantes da Marina da Glória: Corrientes 348, Soho, Emporio Rio e Maruru Deli.

Época de Glória - Feira de Antiguidades



Marina da Glória - Pavilhão de eventos

27/08, domingo, das 9h às 20h - Entrada gratuita

Av. Infante Dom Henrique, s/n




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INSTALAÇÃO INTERATIVA UNE REALIDADE VIRTUAL COM ANIMAÇÃO 3D NA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO







Desenvolvida pela dupla VJ Suave, O Essencial é invisível aos olhos convida o público para a experiência de imersão em uma floresta encantada

A instalação interativa O essencial é invisível aos olhos, da dupla VJ Suave, formada por Ygor Marotta e Ceci Soloaga, ocupa a Galeria 1 da CAIXA Cultural Rio de Janeiro de 15 de agosto a 15 de outubro de 2017. A abertura acontece na terça-feira (15), às 19h. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

Na obra, o duo investiga uma nova tecnologia: a realidade virtual, recurso que está ganhando espaço no mundo todo. Misturando animação 3D, programação, áudio espacializado e uma ferramenta de criação de games, os artistas transportam o espectador para o ambiente de uma floresta, onde ele é livre para escolher seus caminhos e ações. Lá ele pode se relacionar com o cenário, pegar objetos, interagir com personagens e também com seu próprio corpo. A cada escolha que faz, o ambiente se relaciona de maneira diferente com ele, resultando em uma jornada única e surpreendente.

A partir da imersão, o público é convidado ao autoconhecimento e à reflexão ao mesmo tempo em que se faz um resgate da sabedoria dos povos indígenas: as medicinas ancestrais, a cura pelas plantas, as trocas de energia e as sutilezas que não se consegue enxergar nem explicar.




“As florestas são espaços energéticos fortes e poderosos. A natureza nos lembra quem somos nós e que somos parte dela. É preciso ampliar a percepção que vai além da vista. Experimentar o ambiente com todos os sentidos, aguçar as sensações, e descobrir as forças que são invisíveis aos olhos” contam os artistas Ygor Marotta e Ceci Soloaga.

Workshop:

No dia 16 de agosto (quarta-feira), às 19h, Ceci Soloaga realiza o workshop Desenho em realidade virtual. Utilizando a tecnologia de realidade virtual (VR) e programas inovadores como Tilt Brush, os alunos participarão de uma vivência onde poderão desenvolver experiências em técnicas de pintura e desenho 3D. A tela é a própria sala, e a paleta de cores é a imaginação do aluno. O resultado do workshop pode ser compartilhado com outras pessoas e os participantes poderão levar para casa suas pinturas virtuais em imagem e vídeo.

 A atividade é voltada para artistas e estudantes de artes visuais acima de 10 anos de idade. As inscrições devem ser realizadas entre 7 e 13 de agosto pelo e-mail essencialvjsuave@gmail.com. A participação é gratuita.

VJ Suave:

Ygor Marotta e Ceci Soloaga formam o duo de artistas que trabalha com arte digital, projeção em movimento e animação 2D quadro a quadro projetada na superfície urbana. Com suas obras, VJ Suave propõe um momento único de conexão entre o espectador e a cidade, misturando história animada com vida real. As animações projetadas em movimento fazem a narrativa ganhar vida, onde os personagens correm e voam colorindo os ambientes em um conceito de arte chamado graffiti digital, que mescla tecnologia com street art.

Mais informações em http://vjsuave.com
Ficha técnica:
Direção: Ygor Marotta e Ceci Soloaga
Roteiro: VJ Suave e Roberta Nader
Direção de Arte: Ygor Marotta
Programação: Roger Sodré
Level Design: Paulo Stoker e VJ Suave
Character Design: Ygor Marotta e Paulo Stoker
Animação 3D: Leo Campasso
Modelagem: Bruno Saber
Rigging: Vivi Adade
Texturas: Ygor Marotta, Paulo Stoker, Ricardo Riamonde
Viagem Astral: VJ Vigas, Paulo Stoker, VJ Suave
Paisagem sonora:
Roda de luz e Viagem astral: Bmind
Cachoeira e Lagoa: Barrio Lindo
Cristais: Gama
Cogumelos: Psilosamples
Efeitos sonoros: Bmind
Vozes: Txuã Pakamayte - Índio
Cristais Luminosos: Ygor Marotta, Pascal Champagne, Ramon Porteiro, Yves Marotta
Assistente de Produção: Yves Marotta
Edição dos Vídeos da TV: Roberta Nader
Pesquisa em Tecnologia: Ceci Soloaga
Curadoria e Desenvolvimento: VJ Suave

Curadoria e Desenvolvimento: VJ Suave
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany
Coordenação e Produção Executiva: Cida Gonçalves e Casa do Batuque Produções Artísticas
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

Serviço:
O essencial é invisível aos olhos
Entrada Franca
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Abertura: 15 de agosto (terça-feira), às 19h
Visitação: de 15 de agosto a 15 de outubro de 2017
Horário: terça-feira a domingo, das 9h às 12h e das 13h às 21h
Classificação indicativa: 10 anos
Acesso para pessoas com deficiência
Workshop gratuito Desenho em realidade virtual, com Ceci Soloaga, da dupla VJ Suave
Data: 16 de agosto (quarta-feira)
Horário: 19h
Duração: 2h
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
Vagas: 20
Inscrições: de 7 a 13 de agosto, pelo e-mailessencialvjsuave@gmail.com .
Classificação indicativa: 10 anos
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Exposição Diálogos Contemporâneos  aborda a vivência  francesa na formação de artistas brasileiros
A mostra Diálogos Contemporâneos  reúne cerca de 100 obras, entre pinturas, esculturas, desenhos e gravuras, e tem curadoria de Claudia Saldanha e da pesquisadora e diretora do MNBA,  Monica Xexéo.
Diálogos Contemporâneos  é um recorte do acervo do Museu Nacional de Belas Artes,  e as obras expostas se situam entre os anos 1920  até o contemporâneo, espelhando alguns ângulos da influência francesa na vivência de artistas modernos e contemporâneos brasileiros.
Os módulos percorrem  núcleos enfocando artistas que depois de premiados puderam aprimorar sua obra em instituições acadêmicas de prestígio na França e também, por outro lado,  os olhares de artistas  estrangeiros que, antes de aportarem no Brasil, sofreram influência  francesa,  fundamental para a  transformação da estética  por aqui.       
Na exposição Diálogos Contemporâneos,  poderão ser vistos  trabalhos de nomes como Tarsila do Amaral,  Di Cavalcanti,  Flavio Shiró,  Antonio Bandeira,  Gonçalo  Ivo,  Sérvulo  Esmeraldo,  Luiz  Áquila,  Jorge Mori, e  Lasar Segall,  Maria Leontina,  dentre vários outros artistas. 




Mostra:  Diálogos Contemporâneos
Período:   até 15 de outubro de 2017.
Local:  Sala Bernardelli,  no 2º piso
Visitação: Terça a sexta-feira das 10 às 18hs; Sábados, domingos e feriados das 13 às 18 horas.
Ingressos: R$ 8,00 e meia: R$ 4,00  ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00. 
GRÁTIS AOS DOMINGOS. 
Telefone: (21) 3299-0600
Facebook:  MNBARio /  Site:  www.mnba.gov.br
Assessoria de imprensa do MNBA:  3299-0638  Nelson Moreira  Junior  






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Instituto Kreator - O espaço promove no dia 08 de julho mais um evento, a Solto - O sábado cultural no Kreatori. Feira de trabalhos artísticos em papel como gravuras, prints, aquarelas, ilustrações, fotografias e retratos feitos ao vivo.






O Instituto Kreatori é um espaço independente de cultura e artes visuais que faz também a gestão da produtora Kreatori Filmes e da plataforma online de cinema independente Canal O CUBO. Instalado num charmoso casarão na Rua Alice em Laranjeiras o grupo resiste e está encontrando na força do coletivo a saída para a crise por meio da dinâmica colaborativa através de parcerias. O espaço promove no dia 08 de julho mais um evento, a Solto - O sábado cultural no Kreatori. Feira de trabalhos artísticos em papel como gravuras, prints, aquarelas, ilustrações, fotografias e retratos feitos ao vivo. Para essa edição contam com a presença de 20 Artistas: Ana Paula Lourenço, André Coutinho, Bruna Fantappie, Camila Dias, Carolina Volpi, Daniel Martins, Dany F, Fabiano Cafure, Fenanda Myamoto, Graci Kaley, Jane Herkenhoff, Jéssica Góes, Karenina Marzulo, Laura Loyola, Lua Barbosa, Luciano Andreatti, Mariana Rocha, Rafaela Sarmento, Raphaela Copello, Taíssa Maia que estarão mostrando e vendendo seus trabalhos. No delicioso quintal nos fundos da casa a cantina também entra em cena e a GALOVE FOOD proporciona opções para comer e beber com música ambiente para tornar a sua tarde de sábado ainda mais agradável. Não se esqueça de levar dinheiro para deixar sua contribuição - o espaço não cobra entrada mas pede a quem puder, uma colaboração (o quanto achar que vale) para a manutenção das atividades. 

Serviço:

Dia: 08 de julho/2017
Hora: 16hr às 22hr
Local: Instituo Kreatori- Rua Alice, n° 209 - Laranjeiras/ RJ
** Em caso de chuva o evento será adiado.
*** Pagamento em dinheiro.
Facebook: https://www.facebook.com/institutokreatori/
Site: https://kreatori.com.br/



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Exposição Descomeço 



Terça a domingo - 10h as 18h – Grátis 



Galeria Principal 





Na Exposição coletiva “DESCOMEÇO”, os artistas Ana Paula Lopes, Bruno Schmidt, Marcello Rosauro, Paloma Carvalho e Roberto Barciela, investigam desdobramentos da palavra “ruína” em trabalhos de pintura, vídeo, performance, Site Specifc, instalações que ocuparão todo o espaço do prédio do parque das ruínas, envolvendo ações de interação com o público nos quatro fins de semana do período expositivo.

Equipe do Projeto

Artistas: Ana Paula Lopes / Bruno Schmidt / Marcello Rosauro / Paloma Carvalho /
Roberto Barciela

Direitos Autorais: VOLTA – coletivo de Arte / projeto individual dos artistas.
Produção: Barciela Studios / Volta - Coletivo de Arte
Assistentes de Produção: Norma Normando
Iluminação: Antônio Mendel Espaço-Luz / Iluminação em Artes
Fotografia: Humberto Cesar Sampaio / Casa 2 Imagem
Vídeo Produção: Gabriel Hess / Grupo PUC. / Federarte
Vídeo Edição: Marcello Rosauro e Gabriel Hess
Design: Marcello Rosauro
Produção do Catálogo: Fernando Leite / Verbo Arte e Design
Design do Catálogo: Marcello Rosauro e Fernando Leite / Verbo Arte e Design Distribuição: Julia Barroso / Julia Barroso assessoria Ltda.
Ações Socioeducativas
Visitas Guiadas: Dias 05 e 14 de julho às 14h.
Dias 09 e 22 de julho às 11h.
Performances de Parkour
01, 15, 16 e 23 de julho às 15h

Grátis

Local: Galeria Principal
Classificação etária: Livre
Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Rua Murtinho Nobre 169 – Santa Teresa
Tel: 21 2221 -0621


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Espaço Cultural Acianf apresenta: ArtenaRede por Catherine Beltrão 






O Espaço Cultural Acianf, encerra, no final do mês de junho, a sua segunda exposição. Intitulada “A Repetição do Nada em Tudo”, a exposição de Guilherme Marconi mostrou seu trabalho formado por padrões e repetições geométricas, que tratam de símbolos, inspirações, cotidianas, etc. 


No mês de julho, a partir do dia 04, o Espaço Cultural Acianf recebe o lançamento do livro e a exposição “ArtenaRede, do virtual ao real”. De autoria da engenheira e professora universitária, Catherine Beltrão, os trabalhos são registros de toda trajetória do Projeto Artenarede, um site de catalogação de obras de arte via Internet. Milhares de obras foram catalogadas, de centenas de artistas, representando vários estados do Brasil e também de outros países.







Além do site, Catherine está à frente da montagem do primeiro

Museu de Artes Plásticas de Nova Friburgo.


O Espaço Cultural Acianf localiza-se na sede da Associação Comercial Industrial e Agrícola de Nova Friburgo – Av. Alberto Braune, 111 – Sobrado – Centro. O horário de visitação é de 09:00hrs às 16:00hrs.

A Associação Comercial de Nova Friburgo procura cada vez mais fomentar a veia cultural e artística da cidade.


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Exposição   Fragmentação e Liberdade: Quadros e Gravuras   Terça a domingo - 10h às 18h   Galeria Túnel, no Parque das Ruínas.



Exposição na Galeria do Túnel do arquiteto e artista visual Geraldo Alves contando com quadros abstratos de formas elaboradas em fragmentos cerâmicos na expressão do mosaico e também quadros de gravuras figurativas em técnicas de xilogravura e serigrafia. Os trabalhos em serigrafia têm a participação do produtor cultural e artista plástico Wesley Brust. 



Grátis

Local: Galeria Túnel
Classificação etária: Livre
Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Rua Murtinho Nobre 169 – Santa Teresa
Tel: 21 2221 -0621


Agenda Cultural RJ - Divulgação Cultural - Colagem de Cartazes e Distribuição de Filipetas. Divulgação de Mídia Online. Gabriele Nery - agendaculturalrj@gmail.com


 #agendaculturalrj 


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PROGRAMA EDUCATIVO CAIXA GENTE ARTEIRA ABORDA O CORPO NAS RELAÇÕES URBANAS EM BATE-PAPO
Evento expande as discussões propostas na 2ª Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas


O Programa Educativo CAIXA Gente Arteira promove, no dia 29 de junho (quinta-feira), às 19h, o bate-papo O corpo nas relações urbanas, com as artistas Joana Bueno e Julie Brasil, ambas com trabalhos expostos na 2ª Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas.



O debate, inspirado em um dos campos de visualidade da mostra, abordará como o corpo se manifesta no contexto das grandes cidades e que questionamentos estão colocados sobre sua inserção na arte e nas relações urbanas, sendo voltado para o público a partir de 18 anos.

A 2ª Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas reúne trabalhos de 30 novos talentos das artes visuais de todo o Brasil e permanece em cartaz na CAIXA Cultural Rio de Janeiro até o dia 23 de julho. Ainda em 2017, a exposição ruma para as unidades da CAIXA Cultural em São Paulo e Brasília.

Serviço:

Bate-papo O corpo nas relações urbanas
Data: 29 de junho
Horário: às 19h
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
Classificação indicativa: 18 anos
Agendamento e informações: (21) 3980-4898 | agendamento@gentearteirarj.com.br
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Araken apresenta obras inéditas em individual na Galeria TAC

Mostra reúne pinturas e objetos que transitam entre a abstração e o figurativo


Uma coletiva do próprio artista. É assim que o pintor, aviador, arquiteto e pensador Araken (Hipólito da Costa) define sua próxima exposição, “Interações”, com inauguração para o público dia 20 de junho, na Galeria TAC, no Shopping da Gávea. A mostra reúne 15 obras inéditas, entre pinturas e objetos que transitam entre o figurativo e a abstração.

Em sua nova série, o artista investiga as possibilidades de utilização da luz, imprimindo maior transparência aos trabalhos e explorando seus limites além dos usos e meios convencionais. Surgem, assim, estimulantes contrastes para quem observa atentamente sua obra. “Esta exposição traz à tona a tentativa de introduzir luminosidade à minha produção, causando efeitos na composição pictórica”, explica Araken.

As pinturas e objetos de Araken, aparentemente diferentes na forma e no tipo de material, ficarão colocados lado a lado no espaço expositivo, traçando clara conexão entre eles. Entre os destaques está “Fortaleza”, pintura sobre tecido rendado no Ceará, iluminada por luz de led. Já com a obra “Capa”, o artista cria uma espécie de amuleto. “É uma peça simbólica de proteção para impedir as interferências externas”, sugere.

Sua experimentação gira em torno de variados suportes. Quem for à exposição encontrará ainda uma composição de poliuretano e duas esculturas que simulam prédios. Num dos edifícios, uma escada conduz ao topo onde se encontram três pessoas: um negro, um branco e uma índia. “Representa a nossa miscigenação à procura de uma identidade. O ver e o fazer artístico provocam interações e aprofundam o olhar sobre a realidade” sintetiza o artista.

Sobre o artista

Araken, piloto de caça, também incorpora à arte sua formação de filósofo e teólogo. Na década de 1970 graduou-se em Arquitetura e Urbanismo pelas Faculdades Integradas Bennet. Em 1998, estudou Filosofia na Faculdade João Paulo II e Teologia na PUC Rio. Em 2005 fez mestrado em Ciências Aeroespaciais pela Universidade da Força Aérea. Realizou mais de 16 exposições individuais e participou de mais de 50 coletivas. Entre elas, Centro Cultural dos Correios, em 1998; “Objetos do Tempo”, em 2004, na Galeria Ibeu; “Campo de Pouso”, em 2005, no Memorial da América Latina, em SP; e “Biblioteca”, em 2009, no MAM-Rio. Recebeu três prêmios por seus trabalhos, entre eles o prêmio Aquisição no XXII Salão de Abril, 1972, em Fortaleza, e o prêmio com a melhor exposição de 2004, na galeria IBEU.

SERVIÇO:

Título: Interações
Local: Galeria TAC
Abertura: 20 de junho, às 19h
Período da mostra: de 20 de junho a 16 de julho de 2017
Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 52, loja 350, Shopping da Gávea.
Telefone: (21) 2274-4044
Horário de visitação: de 2ª a sábado, das 10h às 22h. Dom., das 15h às 21h.
Entrada franca | Classificação etária: Livre
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Ramon Martins retrata população ribeirinha da Amazônia em exposição na Galeria Movimento
Autor de um dos maiores painéis do mundo, artista mostra personagens brasileiros em sua primeira exposição no Rio

Há pouco mais de um mês, Ramon Martins desembarcou pela primeira vez na Amazônia. Foi um dos convidados do Street River 2017, festival que leva arte à população ribeirinha da Ilha do Combu, no Pará. Ao lado de outros artistas e curadores conviveu com famílias da região e, juntos, pintaram as casas locais, transformando o lugar numa galeria a céu aberto.

Ao voltar para o interior de São Paulo, onde vive e trabalha, Ramon Martins, autor de um dos maiores painéis do mundo, na Belarus, com 3.456 metros quadrados, percebeu que a relação com a Amazônia e sua gente estava apenas começando. Inspirado por sua vivência e pelas fotografias feitas por toda a equipe do festival, o artista deu início a uma intensa produção. O resultado pode ser conferido em Extração, sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro, que abre para o público no dia 27 de junho, na Galeria Movimento, em Copacabana.

Com 14 pinturas e texto da jornalista Débora Lopes, a mostra deixa clara a presença de outro Ramon. As figuras de mulheres com feições nipônicas, tão comuns em sua trajetória, cederam lugar às pulsantes crianças e figuras masculinas que tanto o impressionaram no Pará. “É um trabalho diferente do que vinha fazendo. Quis mostrar as memórias do lugar, extrair sua essência. É um tema bem brasileiro, cheio de extremos. Uma população esquecida, que apesar de viver rodeada por águas não tem água potável para beber”, explica.

Munido de pincéis e tintas, Ramon eterniza as figuras fotografadas num processo bem particular. O artista usa fragmentos de ambientes por onde passa como base de suas obras. As telas são coladas nas paredes e, quando retiradas, trazem consigo as memórias daquele espaço. “Parte da parede vai para a tela e se transforma num pedaço do trabalho. É quase a impressão de uma pintura”, explica o artista, que completa as pinturas com gente de cores vibrantes para enfatizar um Brasil tão distante dos grandes centros urbanos.

Sobre o artista - Ramon Martins nasceu em 1981 na cidade de São Paulo, mas foi criado em Minas Gerais. É bacharel em artes plásticas pela Escola de Arte Guignard, da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), e especializado em pinturas, desenhos e muralismo. Em 2016, pintou o mural tido como o maior do mundo durante a terceira edição do Vulica Brasil, em Minsk, Belarus (antiga Bielorrússia). Já exibiu suas obras em feiras como a Art Basel e Scope Miami Beach, ambas nos Estados Unidos. Integra acervos de instituições como o Masp (Museu de Arte de São Paulo), o MAM (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) e o Museu da Abolição, no Recife, PE.

Sobre a Movimento - Fundada em 2007, a galeria de 140 m2, em Copacabana, trabalha com artistas que se expressam através das mais diversas linguagens, consolidando seus nomes na arte brasileira. Foi pioneira no trabalho com a street art, que hoje é uma tendência real e contemporânea. O objetivo da Movimento é trazer a arte para um público maior, atingindo olhares de pessoas que procuram por algo diferente. À frente da galeria está Ricardo Kimaid Jr, no mercado desde 1998, sendo a terceira geração de galeristas de sua família, além de atuar como marchand e consultor de arte.

Serviço – Extração – Ramon Martins

Abertura: 27 de junho, das 19h às 22h

Local: Galeria Movimento – Av. Atlântica, 4.240, lojas 212 e 213, Copacabana. Tel: 2267-5859

Período da exposição: 28 de junho a 15 de julho

Horário de visitação: Segunda a sexta-feira, das 11h às 19h30. Sábados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita
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 Monica Barki apresenta a individual Eu me declaro no Paço Imperial

Artista discute temas como a condição feminina e os jogos de poder na exposição que reúne cerca de 60 obras, do final dos anos 1970 até os dias de hoje

Artista em constante atividade, Monica Barki usa a arte como libertação. Experimenta, incorpora e transita com versatilidade entre os mais variados suportes. É com a força de seu trabalho que traz à tona temas como a condição feminina, os jogos de poder e as relações conflituosas. A partir de 13 de junho ela apresenta a exposição Eu me declaro, no Paço Imperial, com curadoria de Frederico Dalton. A mostra reúne cerca de 60 obras, entre desenhos, pinturas, gravuras, fotografias, vídeos, assemblages e máquinas em diferentes dimensões, produzidas no final dos anos 1970 até o início de 2017.





“Com esta exposição declaro todo o meu amor à arte. Ela expressa o que sou e sinto. É o modo mais sincero que encontrei de me comunicar com as pessoas”, diz a artista, justificando o título da mostra. Eu me declaro ocupa as quatro salas do segundo andar do Paço com trabalhos inéditos e obras impactantes nunca vistas pelo público. “Monica trabalha muito bem em inúmeras linguagens e quis valorizar isso. O público vai poder penetrar o trabalho da artista em múltiplas direções e redescobri-lo em novos contextos”, explica o curador Frederico Dalton.


Na Sala Sínteses, a primeira e maior área da exposição, estão as obras mais recentes, produzidas nos últimos três anos. No espaço, a artista sintetiza em pinturas obras previamente realizadas em diferentes suportes. Nestes trabalhos ela explora sua fase mais erótica, colocando-se como mulher guerreira, dominadora e sensual. Monica volta a pintar a óleo depois de 30 anos reelaborando cenas de suas performances, que também serão mostradas em vídeo.



A artista mostra também fotografias, muitas delas parte da série Desejo e de sua mais recente exposição, Arquitetura do secreto, nas quais é a própria protagonista de performances feitas em vários motéis da cidade. “O desejo está sempre implícito. E em meu trabalho busco constantemente o autoconhecimento ”, diz.



O conjunto de reflexões que transcendem o real e abordam a condição humana estão reunidos na Sala Metafísica. “Este espaço destaca os aspectos macabros do imaginário da artista. São apresentados desenhos, gravuras, ataduras impressas e assemblages mais antigos agora mostrados sob um novo ângulo”, explica o curador. A Sala das Máquinas, a terceira, reúne três obras que utilizam mecanismos animados por motor para fazer girar trabalhos impressos em lona ou pintados a mão.

Para encerrar, a artista propõe uma volta no tempo. A sala Origem mostra algumas de suas primeiras pinturas, produzidas ainda no final dos anos 1970, que já evidenciavam questões relativas à posição da mulher na sociedade. “Monica se faz representar por sua arte”, resume Frederico Dalton.

Sobre a artista - Graduada em Comunicação Visual e em Licenciatura em Artes Plásticas pela PUC-RIO. Entre 1970 e 1976 frequentou o Centro de Pesquisa de Arte, sob orientação de Ivan Serpa e Bruno Tausz. Na década de 1980, fez cursos de cerâmica, litografia e pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2009 e 2010 estudou Arte e Filosofia com Fernando Cocchiarale, no Rio.

Entre as principais exposições individuais estão Desejo, Galeria TAC (Rio de Janeiro, 2014),Arquivo sensível, Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, 2011), Colarobjeto, Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2000) e Pinturas, Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro, 1992). Monica Barki também participou de diversas coletivas no Brasil e no exterior, entre elas, The Role of image, TerrArte Gallery, Buckinghamshire (Londres, UK, 2016), Contemporary Brazilian Printmaking, International Print Center New York (Nova Iorque, 2014), Colarobjeto, Centro Cultural Recoleta (Buenos Aires), Gravura em campo expandido, Estação Pinacoteca (São Paulo, 2012), Arte Brasileira Hoje, Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM-RJ (2005), 11ª Bienal Ibero-Americana de Arte (México,1998) e 21ª Bienal Internacional de São Paulo (1991).

Suas obras estão presentes em diversas coleções, entre elas MAM-RJ, MAM-SP, Itaú Cultural (São Paulo), IBM (São Paulo e Rio), Museu de Arte da Pampulha (Belo Horizonte) MAC-Niterói/RJ (coleção João Sattamini), Centro de Arte e Cultura Dragão do Mar (Fortaleza), Museus Castro Maya (Rio), e Museu de Arte Contemporânea do Paraná (Curitiba).


SERVIÇO

Monica Barki – Eu me declaro

Abertura: 13 de junho, às 18h30

Visitação: 14 de junho a 20 de agosto

Paço Imperial - Praça 15, Centro. Tel (21) 2215-2093

Horário de visitação: de terça a domingo, das 12h às 19h

Entrada gratuita.
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“Conexões Tropicais - Um tributo a Alair Gomes” 

Alair Gomes tinha os seus 45 anos quando, da janela da Rua Prudente de Morais, em Ipanema, começou a capturar, através das lentes de sua câmera, o erotismo dos rapazes que transitavam pelo calor da praia na Zona Sul carioca. E tinha chegado à casa dos 70 quando, nos anos 90, quando fora assassinado por um de seus modelos, deixando um legado que o consolidou como maior expoente da arte homoerótica masculina no Brasil. 

Em 2017, 25 anos após sua morte, quando a era dos nudes atinge seu ápice, o artista, fotógrafo, crítico teatral e engenheiro ganha homenagem através da exposição “Conexões Tropicais - Um tributo a Alair Gomes”, que estreia no dia 18 de julho, no Colégio Brasileiro de Altos Estudos, no Flamengo. A exposição fica aberta à visitação de segunda a sexta-feira, de 9h às 21h, até 28 de julho.

A exposição, que busca explorar o papel do corpo homoerótico masculino na arte, para isso, conta com obras inéditas de Alair Gomes e de artistas brasileiros e latino-americanos que dedicam seus estudos para o corpo do homem dos trópicos em seus múltiplos aspectos. Além das fotografias já reconhecidas internacionalmente, a homenagem a Alair tem, ainda conta com imagens inéditas, em cores, nunca antes digitalizadas e cedidas pela Biblioteca Nacional. 


Nos mais de 500m² da antiga Casa do Estudante Universitário da UFRJ - hoje Colégio Brasileiro de Altos Estudos – inaugurado na Exposição Universal de 1922, alternando entre espaços abertos e fechados, as salas temáticas da mostra vão desde os trabalhos inéditos até um aspecto mais político, que trata da morte de LGBTTQIs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queers e Intersexuais) nos últimos anos. A ideia é trazer uma exposição que fale não apenas sobre o homoerótico masculino, mas levar o espectador a refletir sobre o que está vendo. 


Serviço: de 18 a 28 de Julho, das 9h às 21h, no Colégio Brasileiro de Altos Estudos (Antiga Casa do Estudante da UFRJ, ao lado do Instituto Fernandes Figueira) 
Avenida Rui Barbosa 762, Flamengo, Rio de Janeiro. 















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DAVY ALEXANDRISKY REVELA UM LINDO QUILOMBO
Ocupando as galerias 1 e 2 do Espaço Furnas Cultural, em Botafogo, de junho a agosto, o fotógrafo apresenta a exposição individual "Quilindo Quilombo", resultado de uma profunda imersão no cotidiano do Quilombo São José da Serra, localizado na região Sul-Fluminense.

Desesconder o Brasil dos brasileiros. É com essa premissa que se coloca a exposição "Quilindo Quilombo", assinada pelo fotógrafo e agitador cultural Davy Alexandrisky. Revelando – sem trocadilho – uma cultura invisível aos olhares de muitos, mas presente, de uma forma ou de outra, no cotidiano de todos os brasileiros. Nela podemos ver parte do acervo iconográfico do Quilombo São José da Serra, localizado no distrito de Santa Isabel, em Valença (RJ), território referência da luta dos descendentes de escravos em nosso país.

A exposição surge de uma experiência vivida pelo fotógrafo em 2009/2010, quando, à época, coordenou o programa "Conexões Ponto a Ponto", uma iniciativa do Ministério da Cultura que visava a troca de experiências a partir de parcerias entre pontos de cultura. Essa parceria, em especial, promoveu o encontro entre o Ponto de Cultura "Me Vê na TV", coordenado por Davy, com o Ponto de Cultura do Quilombo São José da Serra. Entusiasmado com a novidade vivenciada no ambiente de cultura de matriz africana, Davy inscreveu-se então no edital "Interações Estéticas", da FUNARTE, com o objetivo de fazer uma residência de três meses visando a troca de linguagens. Contemplado com o prêmio, desenvolveu oficinas de foto e vídeo no Quilombo São José da Serra e partilhou seu olhar de fotógrafo com os moradores da localidade, produzindo mais de mil fotografias que foram incorporadas ao acervo iconográfico da comunidade.

Na mostra, um conjunto de fotografias impressas em papel fotográfico, vinil, tecido e lambe-lambe, com o objetivo maior de materializar a emoção e a felicidade do artista de poder fazer parte dessa grande família do Quilombo São José da Serra.

"Constituída nos seus comportamentos, gestos e atitudes, a cultura de matriz africana é a liga que amálgama todas as influências colonizadoras a que fomos – e ainda somos – submetidos", conta Davy. "O Quilindo Quilombo é, sobretudo, um projeto artístico que não necessariamente expõe, mas, sim, permite que quilombolas exponham-se, mostrando-se cidadãos que fazem parte do conjunto da sociedade brasileira que trabalha, consome e paga impostos, gerando a riqueza que forma o PIB do Brasil. Neste sentido, o olhar atento justifica-se pela ousadia de capturar o belo em favor de uma redescoberta do Brasil e de uma nova abolição, que desta vez liberte o negro de um olhar estereotipado. Mudar a visão que temos sobre negros e negras no Brasil torna-se cada vez mais necessário e, nessa prática, vamos revelando e descobrindo a riqueza da culinária, das danças, dos cantos, das histórias, da religião, das ciências e de tantos outros campos da cultura", diz ele.

Com patrocínio de Furnas, durante dois meses, em um site specif, "Quilindo Quilombo" permitirá que mais pessoas visitem as nuances desse cotidiano especial. Uma bela oportunidade para difundir não só os saberes e fazeres da população desta comunidade em especial, bem como para promover a reflexão acerca da riqueza da cultura africana em nosso país, resguardada, mantida e ensinada pelos sujeitos praticantes que vivem nas mais diversas terras de quilombos espalhadas pelo solo brasileiro.

Serviço
Exposição: Quilindo Quilombo, por Davy Alexandrisky.
Local: Espaço Furnas Cultural (Rua Real Grandeza, 219 – Botafogo – RJ).
Abertura: dia 23 de junho, das 19h às 22h.
Visitação: até 20 de agosto; de terça à sexta das 14h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h.

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Exposição resgata a história do Morro da Providência e revela sua ligação com Canudos 

Mostra revela o olhar do fotógrafo Maurício Hora sobre a origem da primeira favela do Brasil



Tão marcantes na paisagem carioca, as favelas guardam ricas memórias, muitas vezes desconhecidas da maioria dos moradores do Rio. A exposição fotográfica ‘Morro da Favela à Providência de Canudos’, que será exibida no Espaço Cultural BNDES, no Centro, a partir do dia 24 de maio, se propõe a contar uma dessas histórias: a origem da primeira favela do Brasil, o Morro da Providência, que completa 120 anos em 2017, e sua ligação com a Guerra de Canudos, que ocorreu na Bahia, entre novembro de 1896 e outubro de 1897.

O material é fruto do trabalho do fotógrafo autodidata nascido e criado no Morro da Providência, Maurício Hora. Movido pelo desejo de recuperar as memórias da origem do Morro da Providência, ele desenvolveu este projeto, reaproximando seu local de nascimento a Canudos, local de origem dos primeiros moradores da Providência.

A formação do Morro da Favela, atual Morro da Providência, teve início no fim de 1897, com o retorno de ex-combatentes de Canudos ao Rio de Janeiro. A Guerra de Canudos envolveu, de um lado, os habitantes do Arraial de Canudos, na maioria jagunços, sertanejos pobres e miseráveis, e fanáticos religiosos liderados pelo beato Antônio Conselheiro. Do outro lado, as tropas do governo baiano com apoio de soldados do Exército enviados da capital federal.

O sangrento combate terminou com a destruição total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as casas do arraial. Os soldados que sobreviveram foram trazidos para o Rio de Janeiro. Sem o apoio esperado do governo, começaram a improvisar alojamentos na encosta do morro localizado nos arredores do Saco dos Alferes, na área lateral à Central do Brasil (região chamada Rua dos Cajueiros). Ali, iniciaram o povoamento que ficaria conhecido como Morro da Favela – uma referência tanto ao morro de mesmo nome existente em Canudos e usado para atacar o vilarejo durante a guerra, quanto ao arbusto "Faveleira" ( Cnidoscolusquercifloius), bastante comum no sertão baiano.


Assim, os primeiros moradores do futuro Morro da Providência batizaram de “favela” aquele estilo de ocupação improvisada. Com o tempo, o termo foi sendo popularizado e passou a designar também outros territórios de ocupação e construções do mesmo estilo encontradas tanto no Rio de Janeiro como em diversas cidades do Brasil, eternizando a palavra.

Não se sabe ao certo quando foi que o Morro da Favela começou a ser chamado de Morro da Providência. Tal classificação passou a ser difundida oralmente pelos moradores e, a partir da década de 1930, encontram-se registros nos documentos oficiais da cidade.

Maurício Hora conta que começou a desenvolver o projeto ‘Morro da Favela à Providência de Canudos’ em 2013, quando dois acontecimentos fizeram com que as histórias de Canudos e do Morro da Providência se entrelaçassem novamente:

“De um lado, a seca rigorosa que se estendeu pelo sertão baiano fez reduzir o nível de água do açude construído em cima do antigo vilarejo de Antônio Conselheiro, trazendo à tona as ruínas do cenário da guerra; de outro lado, as

obras de revitalização da Zona Portuária carioca rasgaram as ruas e o cotidiano da favela e dos bairros de seu entorno, tornando ainda mais vulnerável a vida por ali”, resume.

No olhar do fotógrafo, esses acontecimentos expuseram semelhanças entre os dois lugares, além da geografia. Maurício então partiu para o sertão registrando com rigor os cenários de contrastes e de proximidades com o seu lugar de origem. Foi, provavelmente, o primeiro morador da Providência a ir a Canudos.

O trabalho pode ser conferido até o dia 14 de julho, de segunda a sexta, das 10h às 19h, no Espaço Cultural BNDES. As fotografias, expostas entre filmes e elementos cenográficos que remetem ao sertão baiano e à favela carioca, em um percurso entre as particularidades e similaridades das regiões brasileiras.

“As fotos privilegiam pessoas comuns em suas rotinas, cenários típicos do cotidiano dos moradores locais (da favela e de Canudos), os aspectos da seca e da vida no sertão baiano contrapostos à realidade da favela carioca urbana”, comenta o fotógrafo.


MORRO DA FAVELA À PROVIDÊNCIA DE CANUDOS
Fotografia: Maurício Hora

Curadoria: Bruna Azevêdo

Pesquisa e Produção textual:

- Luiz Carlos Torres (Historiador)

- Flávia Carolina da Costa (Antropóloga)

Assessoria Acadêmica: Julia Santos Cossermelli de Andrade (Geógrafa-UERJ)

Serviço

Visitação: 24/05/2017 a 14/07/2017

Horário: Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h – exceto feriados

Visitas guiadas de segunda a sexta às 12h30; quartas e quintas às 18h15.
Local: Espaço Cultural BNDES - Av. República do Chile, 100 - Centro, Rio de Janeiro (próximo ao metrô Carioca)

Entrada franca

www.bndes.gov.br/espacobndes

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CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO RECEBE EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DO PAULISTA FABIO CARDOSO

Em Quase pinturas, o artista plástico exibe sua inventividade em 13 trabalhos a óleo feitos a partir de fotos de celular




A CAIXA Cultural Rio de Janeiro exibe, de 27 de maio a 23 de julho de 2017, a mostra Quase pinturas, do artista plástico paulista Fabio Cardoso. A exposição é composta de uma série homônima de 13 trabalhos figurativos a óleo inéditos no Rio até então. Com curadoria do crítico de arte Agnaldo Farias, o projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.



No processo de criação das obras expostas, Fabio Cardoso parte da tela coberta de tinta preta. Com terebentina, ele vai removendo essa tinta para revelar cenas que registra com a câmera do celular. São cenas que “me capturam, me sequestram”, comenta Cardoso. Para finalizar, o artista sobrepõe uma placa fina de acrílico transparente, colorido ou não, sobre a tela a óleo, que remete à velatura (leve camada de tinta aplicada sobre a pintura, deixando transparecer a tinta que está por baixo). Essa camada confere uma luminosidade singular aos trabalhos.

O ato de subtrair tinta da tela para formar imagens aproxima essa série, iniciada em 2014, do processo escultórico, como se o material bruto estivesse sendo esculpido para fazer surgir a figuração. Daí o título da mostra, Quase pinturas. Para o curador Agnaldo Farias, Cardoso consegue “entrelaçar ações meticulosas e atentas com o acaso”.

Atividades:

A exposição conta com uma série de atividades gratuitas. Na abertura, dia 27 de maio (sábado), às 16h, ocorre uma visita guiada com Agnaldo Farias. No mesmo dia, às 17h30, Fabio Cardoso participa do debate Aspectos da pintura contemporânea com os artistas Afonso Tostes e Carlos Vergara, sob a mediação do curador da mostra. As inscrições para o debate devem ser realizadas pelo e-mail contato@automatica.art.br.



No dia 30 de maio (terça-feira), a partir das 17h30, é a vez do próprio Fabio Cardoso guiar o público em uma visita à exposição. O artista realizará, ainda, uma nova visita guiada no dia 17 de junho (sábado), também às 17h30, quando será lançado o catálogo da exposição, que também será distribuído gratuitamente ao público.

Sobre o artista:
Fabio Cardoso (São Paulo, 1958) trabalha com pintura a óleo desde 1981, quando se uniu à Cooperativa de Artistas Plásticos de São Paulo, ao lado de Baravelli, Regina Silveira, Julio Plaza, Carlos Fajardo e outros. Desde os anos 1980, expõe regularmente em galerias no Rio e em São Paulo, como a Paulo Figueiredo, Subdistrito, André Milan, Nara Roesler e Lurixs; em diversas instituições, como MAM Rio, Funarte Rio, Palazzo Prettorio de Veneza, Galerie Debret de Paris; e importantes eventos de arte, a exemplo da Bienal de Monterrey (México), da Bienal Internacional de São Paulo, entre outros.

Serviço:

Exposição Quase pinturas

Entrada Franca

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 2

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Abertura: 27 de maio de 2017 (sábado), às 16h

Visitação: de 27 de maio a 23 de julho de 2017

Horários: de terça-feira a domingo, das 10h às 21h

Classificação Indicativa: Livre

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

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CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO PROMOVE LANÇAMENTO DO CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO QUASE PINTURAS

O artista Fabio Cardoso participa de bate-papo com o público durante o evento





A CAIXA Cultural Rio de Janeiro realiza, no sábado (17), às 17h30, o lançamento do catálogo da exposição Quase pinturas, do artista paulistano Fabio Cardoso, que participará de um bate-papo com o público no evento. A publicação de 48 páginas com texto do curador e crítico de arte, Agnaldo Farias, será distribuída aos participantes. A inscrição gratuita deve ser confirmada pelo e-mail contato@automatica.art.br devido à lotação da sala.


A exposição Quase pinturas reúne 14 trabalhos figurativos em óleo sobre tela que compõem a produção mais recente do artista. A exposição inédita no Rio permanece em cartaz na Galeria 2 da CAIXA Cultural Rio de Janeiro até o dia 23 de julho de 2017, com entrada franca.

Serviço
Lançamento do catálogo da exposição Quase Pinturas, de Fabio Cardoso, e bate-papo com o artista
Inscrições Gratuitas pelo e-mailcontato@automatica.art.br

Data: 17 de junho de 2017 (sábado)

Horário: às 17h30
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Classificação indicativa: Livre

Lotação: 80 lugares (mais dois para cadeirantes)

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

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MOSTRA BIENAL CAIXA DE NOVOS ARTISTAS ESTREIA SEGUNDA EDIÇÃO NO RIO DE JANEIRO



Exposição itinerante com obras de 30 artistas de vários estados vai circular por todas as unidades da CAIXA Cultural



Depois do sucesso da edição de 2015/2016, a CAIXA Econômica Federal orgulhosamente apresenta a segunda Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas. A exposição, que reúne trabalhos de 30 novos talentos das artes visuais de todo o Brasil, aporta primeiro na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, onde fica em cartaz de 30 de maio a 23 de julho de 2017. A curadoria é de Liliana Magalhães.

Durante quase dois meses, os cariocas terão a oportunidade de apreciar, em primeira mão, 37 obras de artistas contemporâneos provenientes de 12estados brasileiros: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os trabalhos que integram a exposição contemplam diversos suportes, de desenhos a esculturas, passando por fotografias, gravuras, instalações, intervenções, pinturas e vídeo.

O conceito curatorial desta edição gira em torno da configuração das relações urbanas no momento atual. De modo a concretizar essa abordagem, a curadoria priorizou trabalhos que apresentassem qualidades artísticas resultantes da experimentação e da força poética visual. Assim, não só a potência do assunto de cada trabalho, mas também a contundência da abordagem dos diferentes artistas determinou a escolha dos nomes presentes na exposição.

“As obras apresentadas na mostra têm um potente diálogo contemporâneo e revelam um panorama das linguagens e propostas de uma emergente geração das artes visuais. Suas narrativas revelam o artista como um ator social crítico, pleno de cidadania, que se expõe e nos projeta para as complexas relações que se dão nas grandes cidades”, explica a curadora Liliana Magalhães. “As questões de gênero, raça, consumo, política, ética, meio ambiente e afirmação de direitos humanos e civis aparecem como uma síntese do agudo momento de transformação que vivemos”, enumera.


Os participantes da coletiva tiveram seus trabalhos selecionados em duas etapas: primeiro, por uma comissão de seleção; e, finalmente, pela curadora. Foram 616 artistas concorrendo com 1.414 obras inscritas. Seguindo o regulamento, foram escolhidos nomes que ainda não exibiram trabalhos em exposição individual, colocando em prática mais uma iniciativa da instituição em divulgar novos artistas. “É uma grande oportunidade de visibilidade para os artistas que estão em início de carreira que apresentam trabalhos com originalidade, experimentação, inovação, conceito e contemporaneidade", comenta o diretor executivo de Marketing e Comunicação da CAIXA, Mário Ferreira Neto. 

Após a temporada no Rio, ainda em 2017, a exposição visitará São Paulo e Brasília. Ao longo de 2018, a mostra circulará por todas as outras unidadesda CAIXA Cultural: Fortaleza, Recife, Salvador, Curitiba.

Serviço:

Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas

Entrada Franca

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 4

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro - (Metrô e VLT: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Abertura: 30 de maio (terça-feira), às 19h

Visitação: de 30 de maio a 23 de julho de 2017

Horários: de terça-feira a domingo, das 10h às 21h

Classificação indicativa: Livre

Acesso para pessoas com deficiência

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